segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A Psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem




 A Psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem


RESUMO


Ao falar sobre a psicomotricidade na educação, logo imaginamos nas aulas de educação física, nas atividades recreativas envolvendo os movimentos, nos jogos e nas brincadeiras lúdicas e, assim pensamos que toda atividade psicomotora se baseia apenas nisso. No entanto, vários estudiosos e pesquisadores revelam a eficácia da psicomotricidade no processo ensino-aprendizagem. O desenvolvimento do esquema corporal, da estrutura espacial, da orientação temporal, a lateralidade e a pré-escrita são os elementos básicos fornecido pelo ensino psicomotor. O trabalho apresentado valoriza as atividades da psicomotricidade como auxílio no processo da aprendizagem, pois sem essa ajuda os alunos teriam sérias dificuldades na aquisição da leitura, da escrita, na socialização, na expressão e nos diversos outros aspectos do desenvolvimento.


Introdução

Segundo o site da Associação Brasileira de Psicomotricidade:

Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas (ABP, 2011)

Atividades pedagógicas relacionadas com o movimento e a parte física do corpo, já fazem parte das disciplinas obrigatórias da educação básica e envolve a educação infantil, o ensino fundamental e até o ensino médio. Toda atividade física, além de melhorar o condicionamento corporal, educa a mente, melhora a saúde e desenvolve aptidões.
O trabalho realizado procurou demonstrar que a psicomotricidade, incorporada na disciplina de Educação Física ou no Movimento, vai muito além da educação com o corpo, da lateralidade, da estrutura espacial ou esquema corporal.
Costa (2002) afirma que:

A psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos. (COSTA, 2002, p. 38)

A psicomotricidade é capaz de desenvolver no aluno o psíquico, o equilíbrio, o emocional, a cognição, a afetividade, a socialização, a inteligência, as relações interpessoais e intrapessoais, a criatividade e diversas outras capacidades e habilidades.
A colaboração das atividades psicomotoras na educação é enriquecedora e contribui no processo ensino-aprendizagem em conjunto com as outras disciplinas e as variadas formas de ensinar e aprender.
O processo ensino-aprendizagem acontece de várias maneiras. Por meio da experiência, da exploração e observação que o estudante aprende, modifica seu pensamento, interpreta e busca soluções de problemas. O papel do adulto educador é favorecer e enriquecer as situações e os momentos para promover o aprendizado.
Para que isso ocorra, é importante ofertar conteúdos e atividades que envolvam: diferentes gêneros textuais orais e escritos; diversas linguagens e formas de expressão como: musical, plástica, verbal, gestual e dramática, a arte, o cinema, o teatro, a poesia, a literatura, a fotografia e diversos outros incentivos para a exploração do meio e o cultivo da curiosidade. Também é necessário conteúdos que envolvam os cálculos, raciocínio e a matemática, estudos geométricos, geográficos, a história, as ciências biológicas, o movimento e a educação física.
Diferentes pensadores e autores acreditam que quando há deficiência no desenvolvimento psicomotor, o aluno apresenta sérias dificuldades na fala, na expressão, na interpretação, na leitura, na escrita, nos cálculos matemáticos, no desenvolvimento crítico e criativo, no psíquico, afetivo e até no físico.
Para Vayer (1986), a educação da psicomotricidade também é uma ação pedagógica e psicológica, pois utiliza os meios da educação física com a finalidade de normalizar ou melhorar o comportamento da criança. Dessa forma, os alunos se desenvolvem com muita mais eficiência e rapidez quando associado as atividades psicomotoras às demais disciplinas.
O trabalho foi baseado teoricamente nos pensadores:  Gonçalves (1983), Costa (2002), Vayer (1986), Cabral (2001), Wallon (1979), Jean Piaget (1982), Ferronato (2006), Dupré (1909), Le Boulch (1984), Costallat (2002), Fonseca (2008), Gonçalves (1983), Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (1998) e a Associação Brasileira de Psicomotricidade (2011).

Desenvolvimento

A Psicomotricidade surgiu na França, no final do século XIX e foi definida como uma ciência que atua na educação, na clínica e na reeducação. Nesse período foram realizados pesquisas e estudos voltados à área neurológica, focalizando as patologias corticais.
Nessa época podemos destacar o neurologista Dupré (1909) que denominou o desequilíbrio motor de “debilidade motora”. Já o médico psiquiatra Henri Wallon (1925) relacionou o movimento do corpo ao afeto, à emoção, ao meio ambiente e aos hábitos da criança. Edouard Guilmain (1930) cria o termo “reeducação psocomotora”. J. Ajuriaguerra e R. Diatkine (1947) redefinem o conceito de “debilidade motora” para uma “síndrome”. Apenas no ano de 1970 com os psicomotricista André Lapierre e Bernard Auconturier será definida como a “Psicomotricidade Relacional”.
Nesse momento, as teorias de Jean Piaget (1982) e as ideias psicomotoras de diferentes autores, liderado por Wallon (1925), que valorizava o esquema corporal, vão influenciar e repensar o significado da educação psicomotora. A ideia do desenvolvimento global da criança passa a ter predominância. Nesse período então, os psicomotricistas iniciam sua pratica, buscando relações com as instituições escolares.
Segundo Cabral (2001), no Brasil a partir da década de 1950 a psicomotricidade tem sido tema de estudos e de pesquisa e foi introduzida nas escolas especiais como apoio e instrumento para corrigir as dificuldades psicomotoras das crianças com deficiência.
Ainda de acordo com Cabral, foi na década de 1970 que na França, como também no Brasil, a psicomotricidade passa da “perspectiva de reeducação psicomotora” para uma “educação psicomotora”, pensando no indivíduo não parcialmente, mas em sua totalidade.
Ferronato (2006) afirma que:

A psicomotricidade é fundamental para as aprendizagens escolares, uma vez que se configura em um suporte para alcançar aprendizagens mais elaboradas no plano cognitivo e no processo de alfabetização. O seu conhecimento auxilia e capacita o aluno para uma melhor assimilação das aprendizagens escolares. (FERRONATO, 2006, p. 12).


A Psicomotricidade como área do conhecimento do corpo em movimento, é de fundamental importância para desenvolver o ser humano em sua totalidade e contribuir nas expressões cognitivas, intelectuais, psíquicas, afetivas e emocionais.
Toda atividade que envolve a psicomotricidade proporciona ao participante prazer em manipular os objetos, bem-estar, interatividade, cooperação, autoestima, criatividade e contentamento.
Le Boulch (1984) acreditava que a educação psicomotora deveria ser considerada como uma educação de base na escola e ponto de partida de todas as aprendizagens pré-escolares.
Costallat (2002) afirma que:

O trabalho psicomotor privilegia o ato físico, mas leva-o ao trabalho mental, no qual se aprende a escutar, interpretar, imaginar, organizar, representar, passar da ideia ao ato, do abstrato ao concreto, bases imprescindíveis da aprendizagem formal. (COSTALLAT, 2002, p. 40)

A psicomotricidade possibilita aos estudantes uma infinidade de vivências concretas. Quando falta aos estudantes o desenvolvimento motor, ou quando não é bem trabalhado no ensino escolar, poderá apresentar no futuro, problemas na escrita, na gramática, na leitura, na ordenação de sílabas, na distinção de letras e até no pensamento abstrato.
As atividades desenvolvidas na psicomotricidade oportuniza nos estudantes condições de desenvolver capacidades básicas relacionado ao intelecto, motor, cognitivo, afetivo, social e emocional.
As experiências vivenciadas por meio dos jogos e das brincadeiras voltadas ao esquema corporal, de lateralidade, estrutura espacial e orientação temporal reforçam a maturação orgânica progressiva e capacita os alunos a se desenvolverem integralmente em todos os seus aspectos.
De acordo com Fonseca (1998), Wallon afirma que:

[...] o movimento não é um puro deslocamento no espaço nem uma adição pura e simples de contradições musculares: o movimento tem um significado de relação e de interação afetiva com o mundo exterior, pois é a expressão material, concreta e corporal de uma dialética e subjetivo-afetivo que projeta a criança no contexto da sociogênese (FONSECA, 2008, p. 17).

Essa “relação e interação com o mundo exterior” pelas atividades psicomotoras possibilita as diferentes aprendizagens, pois, “ao movimentar-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais” (RCNEI, 1998, p.15).
Segundo Gonçalves (1983),

O movimento, na sua ação, manifesta a sua exteriorização significativa dos desejos e das aquisições do indivíduo, pois traduz o corpo vivido, o conhecimento concreto experimentado pelo sujeito. A originalidade peculiar do movimento não o caracteriza como mecanismo psíquico ou filosófico, como consciente ou inconsciente; ele traduz e projeta no mundo a ação relativa a um sujeito (GONÇALVES, 1983, p. 27).


Para Gonçalves o movimento demonstra tudo aquilo que o aluno carrega consigo, suas aspirações mais profundas, desejos, vontades, sonhos, frustrações, medos, traumas, complexos, realizações. Mas também através do movimento o sujeito é capaz de compreender o mundo, seus ensinamentos, suas aprendizagens para dentro de si e por meio desse processo ser capaz de aprender, compreender, desenvolver-se, ter habilidades e competências necessárias para atuar na sociedade e no mundo ao seu redor.
Gonçalves (1983) também afirma que,

É Por meio da atividade motora que a criança vai construindo um mundo mental cada vez mais complexo, não apenas em conteúdo, mas também em estrutura. O mundo mental da criança, devido às ações e interações com o mundo natural e social, acaba por apresentar essas realidades por meio de sensações e imagens dentro de seu corpo e de seu cérebro. Primeiro por intervenção de outras pessoas, que atuam como mediadoras entre as crianças e o mundo; depois pelos sucessos e insucessos da sua ação, ela vai adquirindo experiências que virão a ser determinantes no seu desenvolvimento psicológico futuro (GONÇALVES, 1983, p. 27).

Dessa forma, toda atividade psicomotora, quando bem trabalhada com as crianças promove a aprendizagem. O educador, como mediador, com seu trabalho, esforço e empenho facilita o processo ensino-aprendizagem pelo movimento. Atividades bem elaboradas com objetivos, metodologias e uma boa didática possibilita um aprender e ensinar com criatividade, dinamismo, participação, recreação e principalmente com alegria e entusiasmo tanto da parte dos alunos quanto dos educadores.
A psicomotricidade na educação básica favorece integralmente o processo de ensino-aprendizagem do aluno em sua totalidade. A contribuição do movimento vai mundo além do corpo, como já verificamos. Colabora no desenvolvimento do psíquico, do intelecto, no afetivo, no social, na desenvoltura do corpo (na sua lateralidade, orientação corporal e estrutura espacial). Os estudantes dificilmente apresentarão dificuldades na alfabetização, na escrita, na leitura, nos cálculos matemáticos e nas demais aprendizagens.


Conclusão

O trabalho apresentado valorizou o ensino do movimento como forma de favorecimento ao processo ensino-aprendizagem. O ato de aprender e se desenvolver intelectualmente envolve a maturação, aquilo que a criança já tem aprendido e também os ensinamentos proporcionados pelo meio.
Este último envolve os conhecimentos da linguagem e da escrita, das ciências, da geografia, da natureza e sociedade, da história, da matemática, das artes, da música, do teatro, do cinema e muitos outros conhecimentos oferecidos pelo ensino regular. Pela educação física ou o movimento, é oferecido aos alunos a psicomotricidade e mais do que a educação do corpo é o ensino total e completo do indivíduo.
Sem a formação do movimento a criança não é capaz de adquirir os demais ensinamentos. Apresentará dificuldades motoras, na fala, na dicção, na interpretação, na leitura, nos cálculos matemáticos, na interação com o outro, até mesmo na socialização com o meio em que vive. Essas lacunas acarretará problemas psíquicos, na autoestima, na sua intelectualidade e no convívio social.
Sabemos que hoje os educadores preocupados em fazer as crianças lerem e escreverem o quanto antes, acabam deixando de lado as atividades como pular, correr, saltar, jogos e brincadeiras que envolvem superações corporais e aptidões físicas. E infelizmente acabam errando, pois sem compreenderem a importância do desenvolvimento psicomotor impedem que os alunos se desenvolvam com mais rapidez pelas atividades motoras.
O trabalho de conclusão de curso, com a utilização bibliográfica de alguns autores e pensadores procurou manifestar a importância da psicomotricidade na educação básica e na formação integral das crianças.



           
REFERÊNCIAS


BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil/ Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.

CABRAL, Suzana V. Psicomotricidade Relacional: Prática Clínica e Escolar. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

CAMPOS, Aline Mara Araújo Dias. A importância da Psicomotricidade para Educação Infantil. Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/48643/a-importancia-da-psicomotricidade-para-educacao-infantil. Acesso em 20 de fevereiro de 2017.

COSTA, A. C. Psicopedagogia e Psicomotricidade: Pontos de Intersecção nas dificuldades de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 2002.

COSTALLAT, D. M. M. A Psicomotricidade otimizando as relações humanas. São Paulo: Arte e Ciência, 2002.

FERRONATTO, Sônia Regina Brizolla. Psicomotricidade e Formação de Professores: uma proposta de atuação. Trabalho apresentado como monografia ao Programa de Pós-Graduação em Educação na área de Ensino Superior do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, 2006.

FONSECA, Vitor da. Psicomotricidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

GONÇALVES, Fátima. Do andar ao escrever: um caminho psicomotor. São Paulo: Cultural RBL Ltda, 1983.

LE BOULCH, J. O desenvolvimento psicomotor do nascimento até 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1984.

PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

SBP. Sociedade Brasileira de Psicomotricidade. Disponível em: https://<www.psicomotricidade.com.br> Acesso em 03 de fevereiro de 2017.

VAYER, P. O equilíbrio corporal – uma abordagem dinâmica dos problemas da atitude e do comportamento. Tradução de Maria Aparecida Pabst. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.

WALLON, H. Do ato ao pensamento – ensaio de psicologia comparada. Tradução de J. Seabra Dinis. Lisboa: Morais Editoras, 1979.











domingo, 7 de agosto de 2011

A importância das Artes Visuais na Educação Infantil







INTRODUÇÃO

A criança quando trabalhada e estimulada desde a tenra idade são capazes de na juventude e na vida adulta tornar-se agentes transformadores da cultura, da paz, da honestidade, da integridade, da justiça e dos verdadeiros valores essenciais à vida humana.
            Nós educadores em unidade com a família, a comunidade e a sociedade somos responsáveis por cuidar, formar, educar e construir um mundo melhor por meio da educação.
            A Importância das Artes Visuais na Educação Infantil visa não à importância da beleza estética, mas a capacidade da criança de produzir e criar segundo suas habilidades e seu olhar de mundo.
            As Artes Visuais na Educação Infantil desenvolve uma conscientização e valorização do ser humano, em especial às crianças, não pelo o que ela tem de material ou pelo seu valor econômico e sim, a valorização dele (a) como pessoa humana, capaz de criar e recriar. Valorizando sua existência, sua dignidade, seu poder de ser e estar no mundo e fazer parte dele vivenciando seus direitos e deveres de cidadão ativo e atuante da sociedade.
            Nas atividades artísticas, no manuseio de diversos objetos, materiais e no contato com variadas formas de expressão de arte, possibilitaremos a ampliação cultural, o diálogo com o mundo, a valorização e cuidado com o outro, a justiça, a solidariedade, o cuidado com o meio ambiente e a promoção humana.
HISTÓRICO DO ENSINO DE ARTE NO BRASIL

            As Artes Visuais são consideradas uma linguagem e uma das formas importantes de se expressar, e se comunicar, no mundo e na sociedade e são indispensáveis na Educação, e, sobretudo, na Educação Infantil.
            No entanto, para ser considerada Arte, propriamente dita, sofreu várias alterações no decorrer das décadas. Na escola tradicional, o ensino de Arte era voltado para o domínio técnico, mais centrado na figura do professor que trabalhava com exercícios por eles selecionados e livros didáticos.
            Entre os anos 20 e 70, influenciados pela tendência escolanovista, o ensino de Arte volta-se para o desenvolvimento natural da criança, centrado no respeito às suas necessidades e aspirações, valorizando suas formas de expressão e de compreensão do mundo. Buscavam espontaneidade e o crescimento ativo e progressivo do aluno. As atividades mostram-se como espaço de invenção, autonomia e descobertas, baseando-se principalmente na auto-expressão dos alunos.
            A Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922 foi o marco para a caracterização de um pensamento modernista. Nas Artes Plásticas houve uma abertura crescente para as novas expressões e o surgimento dos museus de arte moderna e contemporânea em todo o País.
            Até os anos 60 existiam pouquíssimos cursos de formação de professores no campo de Artes e qualquer professor sem formação específica poderia dar aulas de Desejo ou Artes Plásticas.
            Em 1971, através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a arte é incluída no currículo escolar com o título de Educação Artística, mas é considerada atividades educativas e não disciplina.
A partir dos anos 80 constituiu o movimento Arte-Educação com a finalidade de conscientizar e organizar os profissionais. Este movimento permitiu que se ampliassem as discussões sobre a valorização e o aprimoramento do professor, que reconhecia o seu isolamento dentro da escola e a insuficiência do conhecimento e competência na área.
            Em 1988, com a promulgação da constituição, iniciam-se as discussões sobre a nova Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional. Houve manifestações e protestos de inúmeros educadores contrários a uma das versões da referida lei, que retirava a obrigatoriedade da área.
            Com a lei nº 9394/96, revogam-se as disposições anteriores e Arte é considerada obrigatória na educação básica: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos” (art. 26, § 2ª).
            Em nossa década vivenciamos as características desse novo marco curricular as reivindicações de identificar a área por Arte, e não mais por Educação Artística, e de incluí-la na estrutura como área, com conteúdos próprios ligados à cultura artística e não apenas como atividade.

ARTES VISUAIS NA INFÂNCIA


“As artes visuais expressam, comunicam e atribuem sentido a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por meio da organização de linhas, formas, pontos, tanto bidimensional como tridimensional, além de volume, espaço, cor e luz na pintura, no desenho, na escultura, na arquitetura, nos brinquedos, bordados, entalhes, etc.” (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil vol. 3).

            Desde o nascimento a criança se depara com Artes Visuais: nas cores e figuras de uma parede, em um quadro, nas ruas, em casa, nos brinquedos e em todos os lugares presentes no cotidiano da vida infantil. 


“Ao rabiscar e desenhar no chão, na areia e nos muros, ao utilizar materiais encontrados ao acaso (gravetos, pedras, carvão), ao pintar os objetos e até mesmo seu próprio corpo, a criança pode utilizar-se das Artes Visuais para expressar experiências sensíveis.” (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, vol. 3, pag. 85.)

            As crianças têm suas próprias impressões, idéias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico. Tais construções são elaboradas a partir de suas experiências ao longo da vida, que envolvem a relação com a arte, com o mundo dos objetos e com seu próprio fazer. As crianças exploram, sentem, agem, refletem e elaboram sentidos de suas experiências. A partir daí constroem significações sobre como se faz, o que é, para que serve e sobre outros conhecimentos a respeito da arte. É no fazer artístico e no contato com os objetos de arte que parte significativa do conhecimento em artes visuais acontece.

ARTES VISUAIS NA SALA DE AULA E SUAS PERSPECTIVAS


As artes visuais é uma disciplina curricular tão importante quanto às demais e não podem ser vistas apenas como um passa tempo em nossas Escolas de Educação Infantil. Para isso é necessário que nossos educadores sejam capacitados e preparados para desenvolverem nos alunos o conhecimento de mundo através das Artes Visuais.
As escolas infantis devem manipular com as crianças diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio para entrar em contato com formas diversas de expressão artística.
A criança sofre influencia da arte desde cedo. Sejam através de imagens e atos de produções artísticas que observam na TV, computador, gibis, rótulos, estampas, obras de arte, vídeo, trabalhos artísticos de outras crianças, etc. Dessa forma, a criança chega à escola com um grande histórico e repertório sobre a arte. Os educadores, como mediadores irão abranger esse conhecimento por meio de novas experiências.
A arte revela em cada pessoa humana o cognitivo e a afetividade, pois através dela se transmite o que sentimos o que pensamos, como estamos e como anda nosso relacionamento com as pessoas ao nosso redor e com toda a sociedade.
            Através da utilização de formas, ritmos, linguagens e diversos elementos, a arte se torna um veículo da expressão do pensar, do sentir. Todo desenho, rabisco e obra artística elaborado pela criança têm sua importância devido à significação e a importância que ela dá.  “Quando a criança desenha ou canta, por exemplo, ela representa algo que lhe chamou a atenção ou canta uma música de que gosta cujo texto lhe diz algo ou significa alguma coisa importante para ela”. (Prosser, 2003, pag. 2).
            Nas expressões artísticas de cada criança são externizados os sentimentos, as emoções, as expectativas e os anseios ao mesmo tempo em que se estabelecem novas reflexões com a realidade em que se está vivenciando. Essa interação com o meio e ao mesmo tempo com o outro ocasiona experiências significativas no desenvolvimento afetivo, cognitivo, psíquico e de socialização na vida de nossos educandos.
            As artes visuais conduzem os alunos a conhecerem suas limitações, dificuldades e possibilidades de desenvolver, explorar e conhecer suas potencialidades, capacidades e habilidades, colaborando assim, no crescimento nos diferentes campos do saber.

“O ensino da arte e o aprendizado por meio da arte nas escolas de ensino regular contribuem, portanto, para que a escola “proporcione condições para que seus alunos se tornem sujeitos do seu conhecer, na interação com seu meio ambiente, para agir e transformar continuamente sua realidade, pela sua inteligência”. (Prosser, 2003, pag. 10).

            Artes na educação infantil valorizam e desenvolve a realização pessoal, satisfação de si mesmo e dos outros, o prazer, o equilíbrio, a alegria, a paz, a compreensão, a confiança, a reciprocidade, a identificação com o outro e comunhão com o semelhante e com o universo. Contribui para a formação integral do ser humano, diminuindo assim, a violência e a tudo o que destrói o homem cidadão.
            A arte é um grande agente transformador, que leva o ser humano a ser construtor de um mundo melhor, mais humano, civilizado, valorizando a tudo aquilo que é bom e eficaz para a vida.

CONCLUSÃO


Desenvolver através da arte a integração entre os aspectos sensíveis, intuitivos, estéticos e cognitivos a promoção de interação e comunicação com o mundo e a sociedade buscando, por meio destes a construção de diálogo, solidariedade, a justiça, o respeito mútuo, a valorização do ser humano, a paz e cuidados com a natureza, é o objetivo central e principal na Educação de Artes na Educação Infantil.
A arte promove a ampliação do conhecimento de mundo que possuem. A manipulação de diferentes objetos e materiais, a exploração de suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e ao entrar em contato com formas diversas de expressão artística, como também a utilização de diversos materiais gráficos, plásticos, naturais e descartáveis sobre diferentes superfícies pode ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.
Desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção, criação, trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo, criando cuidados com o próprio corpo no contato com os suportes e materiais de arte promovem a dignidade humana e conduz as crianças na construção de uma sociedade melhor.





REFERÊNCIAS


BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996.

PROSSER, Elisabeth Seraphim. Ensino de Artes. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2003.



domingo, 15 de maio de 2011

Apresentação dos conteúdos e a organização das atividades em sala de aula


Todos nós professores sabemos que o tempo, dentro e fora da sala de aula, passa rapidamente e se torna escasso os conteúdos programáticos, o currículo pedagógico e a aprendizagem escolar se não tivermos uma organização de conteúdos, dos programas e das atividades.
Para criarmos tal condição é necessário termos em mente e sabermos diferenciar as diferentes modalidades organizativas. São elas:

·         Atividades Sequenciadas;

·         Atividades Permanentes;

·         Atividades Independentes;

·         Projetos.


                                                  Atividades Sequenciadas         

          São situações didáticas articuladas, que possuem uma sequência de realização cujo principal critério é o nível de dificuldade – há uma progressão de desafios a serem enfrentados pelos alunos para que construam um determinado conhecimento.                         

Tempo de duração: variável

Características Básicas: funcionam de forma parecida com os projetos e podem integrá-los, mas o produto final é apenas uma atividade de sistematização/fechamento.

Exemplos de situações didáticas: atividades de ortografia, gramática, de aprendizagem sobre um gênero ou portador textual, de multiplicação, divisão, etc., ou seja, conteúdos que não poderiam ser aprendidos em uma única atividade – mas em várias, e nem necessitariam compor um projeto.


Atividades Permanentes

          São situações didáticas propostas com regularidade, cujo objetivo é constituir atitudes, desenvolver hábitos, etc. Por exemplo: para promover o gosto de ler e escrever, desenvolver atitudes e procedimentos que leitores e escritores desenvolvem a partir da prática de leitura e escrita.

Tempo de duração: Repetem-se de forma sistemática e previsível – semanal, quinzenal ou mensalmente.

Característica básica: A marca principal dessas situações é a regularidade e, por isso, possibilita contato intenso com um tipo de texto, autor, assunto, etc.

Exemplos de situações didáticas: Roda de biblioteca, leitura compartilhada, roda de notícias, rodas de curiosidades científicas, situações diárias de escrita para registrar e organizar conteúdos em estudo, cópia da lição de casa, realização das atividades propostas, etc.

Atividades Independentes

          São situações ocasionais em que algum conteúdo significativo é trabalhado sem que tenha relação direta com o que está sendo desenvolvido nas outras atividades ou projetos, ou situações de sistematização de algum conhecimento estudado em outras atividades ou projetos.

Tempo de duração: variável, mas normalmente trata-se de uma atividade única.

Característica básica: tratam de conteúdos significativos, ainda que não façam parte do currículo da série, ou sistematizam conhecimentos estudados.

Exemplos de situações didáticas: Discussão sobre um tema debatido na mídia, leitura de um conto, notícia ou poema trazido por um aluno, escrita de uma carta para um colega ausente, sistematização de conhecimentos estudados em uma sequência de atividades etc.

Projetos

          São situações didáticas que se articulam em função de um objetivo (situação-problema) e de um produto final. Contextualizam as atividades de linguagem oral e escrita (ler, escrever, estudar, pesquisar) e podem ser interdisciplinares.

Tempo de duração: Depende dos objetivos propostos - podem ser dias ou meses. Quando de longa duração, os projetos permitem o planejamento de suas etapas e a distribuição do tempo com os alunos.

Características básicas: ter uma finalidade compartilhada por todos os envolvidos, que se expressa na realização de um produto final, cuja construção desencadeou o projeto.

Exemplos de situações didáticas: confecção de um livro sobre um tema pesquisado e/ou composto de textos de gênero estudado, confecção de cartazes, mural, folheto informativo, recital de poemas, leitura em voz alta de contos para um determinado público, etc.


(Síntese a partir do texto: “É possível ler na escola?”, de Délia Lerner, em: Ler e escrever na escola – o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmedia.






domingo, 8 de maio de 2011

TECNOLOGIAS DIGITAIS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: UM PANORAMA A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE







Vivemos em uma sociedade de digitalização. Nossos alunos sabem navegar, pesquisar, criar, interagir, socializar e desenvolver diversas atividades tecnológicas fora da escola, em família, nos grupos de amigos, em clubes e diversos ambientes. No entanto, muitas instituições de ensino não se adequaram a essa realidade.

As escolas permanecem, em pleno século XXI, no tradicionalismo e no mono diálogo onde apenas o professor fala e os alunos ouvem. O formato da sala, a metodologia aplicada, os materiais utilizados, o giz, o quadro negro e tantos outros conceitos não foram atualizados de acordo com a realidade em que vivemos. A Educação tem a função de educar de forma integral o ser humano. No entanto, a metodologia tradicionalista que ainda vigora nas escolas públicas e desatualizada não cativa mais nossos alunos que se encontram voltados às infinidades de multimídias e sistemas digitais. Os meios de comunicação, a medicina, o transporte, a zona rural e tantos outros ambientes se atualizaram, mas a educação continua com a mesma forma de ensinar.

Diante dessa urgência em atualização e motivação, a Educação a Distância oferece uma nova maneira de transmitir conhecimentos.  Através da navegabilidade, da interatividade, da inovação, da conectividade, dos múltiplos estímulos, fácil atualização nos materiais didáticos e beleza nas apresentações do aprendizado, a EAD abre caminhos para a escola convencional.  Com suas salas enriquecedoras, ampliada e expandida as aulas se tornam dinâmicas, interativas e o aprendizado torna-se de qualidade, pois todos participam e interagem na educação.

A Educação a Distância é mencionada muitas vezes como: ensino a distância, auto ensino, autoinstrução, aprendizagem durante toda a vida, educação aberta, formação continuada, estudo on-line e outras comparações. Embora as palavras instrução, ensino e educação pareçam ter o mesmo significado possuem conceitos diferentes. Vejamos cada um desses conceitos:

·         Instrução: indicações da utilização de algo; síntese de como se fazer alguma coisa; ato de instruir = ensinar; conjuntos de conhecimentos ou saber. Vem de procedimentos, saber fazer, capacidade, treinamento para executar algo.

·         Ensino: Ação, arte de ensinar, de transmitir conhecimentos. Orientação no sentido de modificar o comportamento da pessoa humana. Envolve professores, autores, saberes, entendimento, transmissão e sala de aula.

·         Educação: É o princípio comunicativo, utilizado pelas sociedades, para desenvolver no indivíduo a consciência de suas potencialidades, a partir da interpretação dos sinais gráficos até a construção dos conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento de um raciocínio comportamental e disciplinar, na sua individualidade, diante do grupo social e no meio ambiente em que vive. É a formação como um todo de modo integral.

Como vimos, a educação exerce um papel sublime e superior com relação à instrução e ao ensino. Dessa forma “educação à distância” desempenha uma função integral no desenvolvimento do ser humano.

A EAD com suas tecnologias de informação e comunicação tem potencial para ajudar instituições e educadores a superar muitos dos desafios, sobretudo o da qualidade de ensino. A Educação a Distância utiliza contextos e encontros pedagógicos motivadores que ampliam a curiosidade, a motivação, a pesquisa, a interação, a diversidade, as variedades de estímulos e ao dinamismo. Essas metodologias favorecem a construção de cidadãos ativos, participativos e melhores preparados para atuarem na sociedade em que vivemos.

 Portanto, deixemos o tradicionalismo para trás e avancemos com um olhar dinâmico, atual e interativo na formação de nossas crianças e jovens na sociedade atual.



terça-feira, 22 de março de 2011

Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva










A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva.
O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, a qual se apresenta numa grande variedade de formas incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é desde sua origem um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Existe ensino especial em todo o mundo seja em escolas de frequência diária, internatos ou pequenas unidades ligadas à escola de ensino regular.
Fonte de Pesquisa:





Educação para as questões de gênero e diversidade sexual


Quando nos referimos sobre as questões de gêneros, estamos nos referindo a um campo social, histórico e psicológico. Para refletirmos sobre esse assunto faz-se necessário pensarmos sobre nossa formação sexual e sobre o que queremos transmitir àqueles que nos são confiados sejam eles filhos, alunos ou parentes próximos.
No dicionário a palavra “Gênero” significa um conjunto de características comuns que definem algum fenômeno, uma tipologia. O gênero masculino e feminino, homens e mulheres, machos e fêmeas não são estabelecidos apenas pela biologia, mas é uma construção social, política e cultural.
Não são as características físicas que identifica as concepções de gênero. Podemos encontrar pessoas que se sentem “masculinas”, “femininas”, “ambíguas” e, ao mesmo tempo, apresentam características anatômicas e fisiológicas do sexo masculino, feminino e, além disso, também expressam seu desejo sexual por homens, mulheres, ou ambos, sem necessariamente corresponder a uma regra fixa.
A questão de gênero se torna um problema em sala de aula quando não se respeita as escolhas sexuais dos alunos e quando o ensino não conduz a uma reflexão. Infelizmente a maioria de nós teve uma educação e formação sexista, mas a sociedade de hoje clama por educadores de mente aberta e com responsabilidade que conduza a sala de aula ao respeito e aceitação dos diversos gêneros sexuais que encontramos hoje.




segunda-feira, 14 de março de 2011

Declaração dos Direitos Humanos - uma práxis para a Educação na Diversidade

Fonte: profanaispada.blogspot.com


Desde o início da humanidade sempre houve desigualdades sociais, preconceitos, violências e descriminações quanto à raça, etnia e religiosidade, no entanto, era visto como algo comum e os direitos e deveres humanos praticamente não existia.
            Com o passar dos anos adquiriu-se os direitos, os deveres, a liberdade de expressão e o cidadão tornou-se ativo e participativo na sociedade e novos rumos foram tomados.
            No dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Declaração Universal dos Direitos manos da Organização das Nações Unidas afirma: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.
            A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu Artigo 1° reforça o direito e a dignidade humana de todo e qualquer cidadão seja ele negro ou branco pobre ou rico, heterossexual ou homossexual, independente de sua religiosidade, cultura ou etnia. Todos têm sua importância na sociedade e precisa ser respeitada sua diversidade e liberdade de escolha.
            Representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, foi promulgada  a  Constituição da República Federativa do Brasil no ano de 1988.
No Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
            Tanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto na Constituição Federativa do Brasil, podemos observar um país e um mundo preocupado com os direitos do cidadão e a dignidade da pessoa humana, porém, sabemos que os direitos se encontram no papel e nas leis que regem o país e o próprio universo. Sabemos que na prática e no dia-a-dia esta realidade ainda está longe de acontecer.
            Nos meios de comunicação, nas ruas, nos lugares de lazer e entretenimento, no trabalho, no campo ou na cidade e inclusive nas instituições educacionais ainda se vê vestígios de desigualdades, de preconceito, de intolerâncias e tantos outros fatores que destroem sonhos, tiram alegrias e matam esperanças de todo um povo, raça e nação.
            Acredito que a Educação pode mudar essa história e indicar um novo caminho desde que os responsáveis pela educação, ou seja, os gestores e os docentes tenham consciência do seu papel transformador dentro da escola e na sociedade.
            No mundo globalizado em que nós nos encontramos torna-se urgente o respeito às diversidades sociais, culturais e a boa convivência com o diferente. A Educação garante a cidadania, a paz, os valores, a liberdade e a garante que os direitos humanos sejam respeitados em sua totalidade.

Referência


                                                        Fonte: diversidade-educação.blogspot.com